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  • Hildebrando Ribeiro

Minha difícil jornada para aprender inglês


Tudo começou por volta de meus 10 anos, quando meu irmão mais velho que gostava de rock me influenciou. Eu tive acesso à fita cassete do álbum …And Justice for All, do Metallica. Este álbum mudou minha vida e me tornei um roqueiro.


Acaso ache mais conveniente, ouça este podcast!


Não tenho dúvida, naquele momento foi quando brotou a semente para eu aprender o idioma inglês. Nesta época eu ainda morava na metrópole Barra da Estiva, na Bahia. Você já ouviu falar dela, não é?



Image by Biljana Jovanovic from Pixabay



Na década de 90 haviam tipos de festas em que uma banda tocava várias ritmos musicais em uma só noite. Começava com música baiana, tinha o momento romântico, geralmente com o forró xote, o famoso “rala coxa”.


E não poderia faltar o rock’n’roll, Pink Floyd para ser mais exato, com o clássico Another Brick in The Wall. Era tocado outros clássicos de rock que não me recordo agora.


O vocalista cantava com um inglês embromation, ao menos era o que eu entendia. Só uma nota: eu não entendia nada de inglês e como eu acho que não há gravações, nunca saberei se o inglês era correto ou embromation mesmo.


Verdade seja dita, os roqueiros da cidade, incluindo eu, adorávamos o momento rock’n’roll da festa.


Agora, se você está pensando que eu tinha doses de rock apenas nas poucas festas que aconteciam está enganado. Meu irmão tinha uma galera que gostava de rock e eles tinham discos de vinil do Led Zeppelin, Pink Floyd, Queen e outros.


Bem, estou ficando nostálgico! Vou voltar à língua inglesa.


Na escola desde que me lembro por gente até o 3º ano do Ensino Médio, só estudamos o verbo to be. Para os mais íntimos, o famoso verbo tubi.


Eu não sei que caracas passava na cabeça dos gestores de educação pública, pois passávamos de ano e o verbo tubi não largava a gente. Espero que tenha mudado!


Quando eu tinha 15 anos, comecei a estudar inglês com uma coleção de livros dos meus pais. O título era sugestivo e eu acreditei é claro.


O título era mais ou menos assim: “Fale inglês fluente em 90 dias”.


Seja sincero, não se encantaria em falar inglês fluente em 90 dias? Ainda mais, sem ter que pisar em países falantes do inglês, era bom demais para ser ver verdade!


O método do texto eram de três linhas como se fossem uma única. A primeira frase era em inglês, a segunda era a transcrição fonética, entretanto aqui cabe um esclarecimento a fazer. A transcrição fonética não era a que encontramos nos dicionários, mas sim uma adaptação. Por fim, vinha a tradução em português.



I go to my home at night

Ai gou tiu mai roumi eti naiti

Eu vou para minha casa à noite



Método maravilhoso, não?😂😂😂


Eu acreditei no método e comecei a acordar às 5 horas da manhã para estudar no quartinho dos fundos da casa da minha avó, com quem eu morava na cidade de Jequié, também na Bahia. Eu estudava antes de ir para a escola, achava que o horário silencioso seria legal pois eu podia ler em voz alta o texto.


Há uma coisa engraçada nestes estudos. Eu dormia no quarto em que meu tio dormia e quando o despertador tocava era um barulho da porra! O despertador a corda era da minha avó, daqueles que tem uma espécie de martelinho que bate em duas bacias de metal. O bicho é escandaloso!


Meu tio que tinha insônia, ficou puto com minha mania de acordar às 5 da madruga. Ele falou para minha avó que me pediu para parar de colocar o despertador para aquele horário.


Enfim, foi matado três coelhos numa cajadada só:


  1. Parei de perturbar meu tio;

  2. Parei de acordar às 5 da manhã;

  3. Parei de estudar o inglês.


O pior é que não dei continuidade para estudar em outros horários do dia. Nunca saberei se iria aprender mesmo o inglês fluente em 90 dias como prometia aquele método.



Por volta do ano de Ano 2001, já residindo em Brasília, participei de um curso presencial de inglês. Porém a grana ficou curta e só fiquei 2 meses.


Depois disso já li alguns poucos livros em inglês, com o dicionário ao lado. Além é claro de ser bombardeado diariamente, como quase todos os brasileiros, pela língua inglesa por meio de filmes e músicas.


Pouco tempo depois passei no vestibular da Universidade de Brasília para cursar Licenciatura em Letras-Japonês. Isto me fez estudar mais a língua inglesa, visto que muitos livros que ensinam japonês não tinham tradução para o português. O inglês era a ponte mais fácil entre o português e o japonês.


Em relação à língua japonesa, nem precisa me perguntar. Fui um aluno medíocre e apenas arrastei a barriga até o último semestre para ganhar o diploma, portanto falo nada! Mas isto é assunto para outro post.


Com o smartphone em mãos, faz uns 2 anos que comecei a ouvir a rádio do BBC World Service nas idas e voltas para o trabalho. Bem como acessar o site BBC Learning English, lendo e ouvindo a seção 6 Minute English.


O meu problema é que não mantenho a regularidade, assim venho aprendendo inglês a passos de tartaruga.


Em maio de 2019, conheci o livro Como aprender inglês - o guia definitivo, do autor Mairo Vergara. Cara, o livro é gratuito e a metodologia é show de bola. Já adianto que não estou ganhando nada para falar sobre o livro dele.





Inclusive acho que com este livro gratuito, desde que se tenha disciplina, não vejo necessidade de inscrever-me no curso do Mairo. Acho que a metodologia do livro gratuito já é o suficiente.


O Mairo fala de 5 princípios para o aprendizado de qualquer idioma:


  1. Tempo com o idioma - você precisa escutar, falar, ler e escrever o máximo de tempo possível;

  2. Entender antes de falar, ler antes de escrever - este é o processo natural como toda criança em qualquer lugar do planeta aprende seu idioma materno. Este é o ponto principal do livro;

  3. Motivação - e isto é para tudo. Porém o Mairo afirma que “só existe uma coisa que realmente aumenta muito a nossa motivação: perceber que estamos aprendendo!”;

  4. Autonomia - que é qualquer pessoa que siga o guia seja capaz de aprender qualquer idioma sozinho. Aqui eu volto a repetir. Com esta metodologia, gratuita, não há necessidade de fazer o curso dele, acho que ele dá um tiro no pé. Porém, a julgar pelo os quase 100 milhões de visualizações no canal dele no YouTube, o tiro não está sendo no pé não;

  5. Atenção e observação - Vergara ressalta que ao estudarmos o idioma estrangeiro devemos entender como a língua funciona, como os nativos falam, escrevem.


Com estes princípios em mente, ele ensina 4 etapas para a aquisição do inglês, ou qualquer outro idioma, isto é, a parte prática:


  • Etapa 1 - você irá ler textos em inglês, utilizando dicionários e explicações gramaticais para entender o texto completamente;

  • Etapa 2 - ler o texto e escutar o áudio ao mesmo tempo, muitas vezes;

  • Etapa 3 - Ouvir o áudio do texto várias vezes. Mairo recomenda 30 vezes o mesmo áudio, no mínimo;

  • Etapa 4 - continuar ouvindo o áudio, mesmo que você já o entenda e esteja estudando outro texto.


Uma coisa que eu achei top da metodologia dele é a criação de um ambiente de imersão. Ou seja, você vai somente ouvir músicas em inglês, o que para mim não foi um problema, pois as bandas que mais gosto são de rock americanas ou inglesas.


Você irá colocar os sistemas operacionais do seu smartphone, tablet e computador em inglês.


Irá assistir séries e filmes com áudio em inglês e legenda em português, porém à medida que vai avançando na compreensão do idioma, você irá trocar a legenda para o inglês. E a meta é atingir o nível de apenas assistir sem legendas, como qualquer nativo.


E para concluir a imersão ele sugere que quando você estiver em um nível mais avançado, deve ler livros em inglês, sejam de ficção ou não ficção.


Para conseguir os textos com áudios em inglês, Mairo dá várias dicas de sites gratuitos. Entre estes há o site dele, o da BBC de Londres, mas o que eu estou mais ouvindo ultimamente é o deepenglish.com, onde é possível encontrar reportagens de vários assuntos.


Ele também indica bom dicionários, também de graça, para auxiliar no estudo.


Vergara ainda dá valiosas dicas de como ler e aprender novas palavras por meio do aplicativo Anki.


Atribuir o nome de “guia definitivo” ao livro do Mairo é um pouco de presunção do ponto de vista metodológico, visto que sempre há várias formas de aprender que já foram ou que serão criadas.


Contudo, posso afirmar que para quem quer estudar sozinho, ou mesmo aquele que está fazendo um curso de um idioma estrangeiro, aplicar os ensinamentos do Mairo é muito valioso. O livro é sensacional!


Eu, por exemplo, desde maio que ao ir para o trabalho vou ouvindo o áudio do Deep English. Completo 30 vezes a audição e passo para o próximo texto. Na volta para casa, sou um pouco mais ousado e ouço apenas podcast em inglês.


Vou ser bem sincero, volto a repetir que não estou aqui para fazer propaganda do Mairo, até porque ele não precisa de mim. Apenas gostaria de compartilhar a ricas dicas que ele ensina em seu livro de maneira gratuita.


Antes de encerrar este podcast, deixo uma frase do Vergara que é a essência para quem quer aprender um idioma estrangeiro, como qualquer coisa na vida.

“Ficar bom em algo é o simples resultado da prática constante. Pratique constantemente e será muito difícil você não ficar bom!”

Eu estou na persistência, ufa, não é fácil ouvir e ler diariamente, mas tenho a meta de ouvir a língua inglesa como um nativo ouve. Quero poder apreciar as músicas que gosto do Pink Floyd, Metallica, Led Zeppelin, Arctic Monkeys e outros. E também assistir filmes sem legenda e, é claro, falar.


So, do you also want to speak English?


Um grande abraço!

Hildebrando Ribeiro



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